Hoje eu percebi que a mudança não chega sozinha. Ela não tem meu endereço... Se eu não buscá-la ela acabará batendo na porta de outro alguém antes. Hoje eu percebi que não sei ao certo quando ela vem, mas eu preciso estar preparado para recebê-la, senão ela nem entra pela porta.
Além do mais, estava na hora.
Estava na hora de mudar meu quarto, de arrancar sua foto do porta-retrato, de parar de imaginar um mundo perfeito com você e começar a fazer o meu mundo perfeito mesmo que com outra pessoa. Estava na hora de desligar o telefone por dois dias e ficar apenas com a minha companhia. Estava na hora de lembrar que eu não nasci “grudado” em ti. Estava na hora de eu perceber que minha vida existia antes de ti, que te nunca foste pré-requisito para que ela existisse. Estava na hora de eu deitar no sofá, olhar para fora e me lembrar de tudo o que eu e a Debby passamos e conversamos ali, sentados, cada um em uma janela, com uma latinha de cerveja na mão, falando da vida; estava na hora de perceber que todos os conselhos que dei pra ela sobre amores e ‘desamores’ podiam ser facilmente aplicados a mim também.
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Estava na hora de perceber que não sou velho... Mas que também não sou imortal. Que os últimos 24 anos passaram meio rápido demais e que não quero passar mais 24 anos procurando algo que não sei o que é.
Estava na hora de esboçar o que eu quero pra mim. Se você preferir estagnar, paciência... Ninguém pode dizer de antemão o que é certo ou o que é errado. Por mais que a mudança seja perigosa, a estagnação é monótona. Por mais que a estagnação seja confortável a mudança é surpreendente.
A única coisa que eu posso afirmar é que no final dos próximos 24 anos eu vou olhar para trás, estando bem ou não com minhas mudanças, e vou dizer:
- Fiz tudo o que queria ter feito!
E você... vai?
sábado, 1 de agosto de 2009
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