sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Pra mim, a definição de pai é um pouco diferente da que o dicionário traz,
Não que o meu não tenha sido ótimo, aquele que o dicionário explica,
Foi maravilhoso, dentro de suas limitações mortais,
E não consigo me imaginar tendo os valores que hoje tenho em minha vida,
sem ter tido, mesmo que por pouco tempo ao meu ver, essa presença única,
Que me ensinou o certo, o errado, a lutar pelos meus sonhos e tudo mais.
Mas depois que ele me deixou, vi que a vida, e seu plano, é maior que a gente.
Pude aprender, com pessoas, que não tem laços sanguíneos comigo,
Muitos outros valores, que talvez, meu pai simplesmente não tenha tido tempo,
pra me mostrar.
Valores que contam muito no que hoje sou, valores que me mudaram,
Valores que me fizeram tentar ser alguém melhor, mesmo tendo perdido,
meu ponto maior de referência.
A esses chamo de PAIS que eu escolhi, pais que tenho um carinho gigante.
Pois nunca tiveram obrigação nenhuma comigo,
Mas mesmo assim se fizeram presente em minha vida,
De uma maneira tão especial que antes achava que só meu pai de fato poderia.
A eles, por tudo o que sempre fizeram por mim, agradeço!
Perder o pai no inicio da adolescência é uma coisa horrível.
Justo na fase onde todas as peguntas do mundo caem sobre você.
Mas tive nos pais que pude escolher o mesmo abrigo, o mesmo porto seguro,
que esperava do meu pai.
Obrigado.
Obrigado principalmente a esse filho da puta da foto ali( mas a D. Renita é um anjo).
Sempre que olho nossas fotos lembro, que é possível,
Ser chefe e ser amigo, ser chefe e ser parceiro, e além de tudo,
Ser chefe e fazer diferença na vida das pessoas.
Se um dia for chefe, ser metade de ti já seria o suficiente.
Abração filho da mãe!
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