segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Nada que eu possa dizer aqui
Vai chegar perto do que eu sinto
Faça dessa viagem algo como as nossas
Divertidas do início ao fim
Já que dessa vez não fomos juntos
Ficarei aqui cuidando dos que vc deixou
Vai com Deus meu MELHOR AMIGO
Seguirei por aqui mais um tempo
Mas sempre pensando em quando vamos nos ver de novo
E de certa forma pensar nisso já não me incomoda
Mesmo não sabendo quando acontecerá
Seja quando for sei que estará lá... esperando por mim
Como sempre...
sábado, 1 de agosto de 2009
Mudanças...
Além do mais, estava na hora.
Estava na hora de mudar meu quarto, de arrancar sua foto do porta-retrato, de parar de imaginar um mundo perfeito com você e começar a fazer o meu mundo perfeito mesmo que com outra pessoa. Estava na hora de desligar o telefone por dois dias e ficar apenas com a minha companhia. Estava na hora de lembrar que eu não nasci “grudado” em ti. Estava na hora de eu perceber que minha vida existia antes de ti, que te nunca foste pré-requisito para que ela existisse. Estava na hora de eu deitar no sofá, olhar para fora e me lembrar de tudo o que eu e a Debby passamos e conversamos ali, sentados, cada um em uma janela, com uma latinha de cerveja na mão, falando da vida; estava na hora de perceber que todos os conselhos que dei pra ela sobre amores e ‘desamores’ podiam ser facilmente aplicados a mim também.
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Estava na hora de perceber que não sou velho... Mas que também não sou imortal. Que os últimos 24 anos passaram meio rápido demais e que não quero passar mais 24 anos procurando algo que não sei o que é.
Estava na hora de esboçar o que eu quero pra mim. Se você preferir estagnar, paciência... Ninguém pode dizer de antemão o que é certo ou o que é errado. Por mais que a mudança seja perigosa, a estagnação é monótona. Por mais que a estagnação seja confortável a mudança é surpreendente.
A única coisa que eu posso afirmar é que no final dos próximos 24 anos eu vou olhar para trás, estando bem ou não com minhas mudanças, e vou dizer:
- Fiz tudo o que queria ter feito!
E você... vai?
domingo, 19 de julho de 2009
Inverno
O inverno é capaz de buscar os mais estranhos sentimentos dentro de nós, é como se o vento gelado, a chuva que salpica ao longe, a ausência de calor nos pés e a quantidade de lã junto ao corpo, quando somados parecem ativar um comando cerebral que nos faz refletir sobre uma pessoa em especial, ou algumas, dependendo do caso.
No inverno as pessoas ficam mais carentes, mais carinhosas, mais sensíveis e tal.
A idéia de inverno perfeito para a maioria das pessoas é realizar por mais um ano aqueles momentos únicos de “vinhozinho” com fondue na frente da lareira, “filminho água com açúcar” de baixo da coberta, chocolate quente numa tarde fria de sábado, pipoca e quentão no domingo.
E agora começa a cair a temperatura, todos esses pensamentos chegam, as pessoas começam seus planos de inverno, e eu aqui... Esperando...
Cada vez mais frio e eu aqui fumando um cigarro, ouvindo música e esperando por alguém que nem mesmo sei se chegará.
A cada risco que o termômetro deixa de esconder sobe a vontade de ir até o Zaffari, naquele perto de casa, onde eu e a Debby descobrimos a prateleira 1001, onde mora a solução de todos os problemas. Queijos, chocolates e gostosuras mil, que após algumas passagens da vida, comentamos, não uma só vez, que seriam a única coisa realmente necessária na vida... Saudade dela nesses momentos.
E o termômetro segue a descer, ao contrario da maioria das pessoas, não são mais esses pensamentos meigos que me invadem agora, e sim a amargura da inexistência deles.
Agora junto com ele cai a esperança de um inverno pra ser lembrado com saudade, a única coisa que sobe, e essa não aos poucos, é a vontade de abrir a janela e começar a gritar algo que ainda não sei o que é.
O termômetro segue descendo, constato isso pelas escalas, mas não mais sinto o frio. Estranha essa lei da sensação térmica... Não se sente o frio se estivermos mais gelado que ele.